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domingo, 27 de julho de 2014

INN - JESTÃO OPORTUNISTA EM MG - AEROAÉCIO É UM TREM DOIDO NO BOLSO DOS MINEIROS !



Aécio virar governador foi um bilhete premiado para a parentada do tucano na cidade de Cláudio (MG).

Agora é oficial. O governo de Minas Gerais desmente a versão de Aécio Neves (PSDB) de que a desapropriação da terra do tio do tucano, quando ele era governador, ficaria "só" em torno dos R$ 1 milhão já pagos em juízo.

A LDO, Lei de Diretrizes Orçamentárias do Estado de Minas para 2015, prevê pagar o valor de astronômico de R$ 20.587.174,50 (o documento pode ser conferido aqui na página 212, obtido no link oficial da Secretaria de Planejamento de Minas).

Somando aos R$ 1 milhão já pagos, se o valor previsto na LDO for confirmado judicialmente, o tio do Aécio vai ganhar dos cofres públicos R$ 21,5 milhões pelo pedaço de terra onde foi construído o aeroporto de Cláudio a 6 km da fazenda do próprio Aécio.

Nessa brincadeira os cofres públicos de Minas torram R$ 35,5 milhões (14 da construção mais 21,5 da desapropriação) para Aécio ter um aeroporto a 6 km da fazenda do próprio Aécio em Cláudio, onde ele gosta de passear e diz ser "sua Versalhes".

Em tempo: O que o comentarista da rádio CBN das Organizações Globo tem a dizer agora, já que afirmou que a família de Aécio "não teria levado vantagem"?

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

INN - Agora me pergunte sobre a reação da mídia ao saber que um criminoso, ladrão do dinheiro público, com provas em vídeo e testemunha em delação premiada, condenado em primeira instância e preste a ter a mesma condenação confirmada em segunda instância, pode ser candidato como se fosse um homem de bem que não devesse nada a justiça? Simplesmente silenciou como faz com todos os casos de corrupção que não tenham ligações com o PT. Por esse raciocínio sinuoso só quem é corrupto é o PT.


Vejamos como é a verdadeira face da justiça brasileira, campeã mundial da impunidade. José Roberto Arruda depois de filmado recebendo propina para facilitar ações criminosas no governo que esteve à frente em Brasília e ter sido preso, condenado com base em testemunho obtido por meio de delação premiada de um ex comparsa, percebendo que ficaria impune decidiu candidatar-se novamente ao governo do Distrito Federal.Tudo ia bem. Não fosse por um detalhe: para não passar por um monumental vexame, especialmente depois que a justiça resolveu ser exemplar com os "mensaleiros" petistas, agora que poderosos são condenados, (Pausa para rir.) O Ministério Público decidiu sair da letargia que comprometia sua imagem nesse caso e como que num passe de mágica passou a dá celeridade aos processos de Arruda que estavam esquecidos nos escaninhos e depois de tantos anos conseguiu condenar Arruda em primeira instância. Somente agora que Arruda ousou desafiar a impunidade que acoberta suas ações criminosas, lançando-se candidato ao governo de Brasília. Se tivesse permanecido oculto no anonimato dos últimos anos nada teria lhe acontecido. São conchavos informais, pactos de silêncios que há entre as elites. Eles se protegem mutuamente.

Arruda não se fez de rogado e recorreu. Ele sabe exatamente em qual terreno escorregadio pisa. Se tivesse qualquer dúvida de que seria derrotado no recurso que interpôs não teria recorrido. Dá passos calculados porque conhece exatamente como funciona a justiça e o tamanho dos braços que ela tem para ser capaz de alcançá-lo. Todavia, o julgamento em segunda instância estava marcado e se porventura tivesse se realizado a confirmação da sentença dada a Arruda seria favas contadas. Essa segunda condenação sepultaria suas chances eleitorais, o enquadraria na lei da ficha limpa. Para "surpresa" geral faltando 11 dias do término do prazo para o registro de candidaturas, Arruda é beneficiado por uma decisão monocrática de um juiz do STJ que mandou suspender o julgamento. Arruda não tinha a menor dúvida de que isso aconteceria. Não se exporia em vão. Seus amigos deram o encorajamento de que precisava. Poderosos grupos de Brasília que agem nos subterrâneos.

Agora Arruda vai poder registrar sua candidatura e disputar as próximas eleições com chances reais de ganhar, já que pesquisas apontam seu amplo favoritismo causando espanto, porquanto um dos mais violentos protestos contra corrupção aconteceu em Brasília durante a fatídica jornada de junho de 20013 quando quase invadem o palácio do planalto e agora um gatuno, ladravaz do dinheiro público está em vias de ser eleito mais um vez governador de Brasília pelas mãos dos mesmos que foram protestar contra a corrupção e quase invadem a sede do governo federal e escalpelam a presidenta Dilma.

Detalhe: se eleito, uma novela será contada em capítulos com inúmeros recursos questionando a eleição de Arruda que só governará por força de liminares que certamente conseguirá na justiça. Veja que essa estória de que a justiça age para punir poderosos foi uma armação muito bem engendrada para enganar os incautos e os analfabetos políticos que se deixaram arrastar pelo ódio visceral ao Partido dos Trabalhadores. Como podem ver, José Roberto Arruda está livre e desimpedido para concorrer ao governo do Distrito federal, um ladrão que permanece na impunidade e que vai disputar mais uma eleição com toda sua ficha imunda e não há nenhuma reação mais vigorosa das entidades de combate a corrupção em protesto a essa falta de vergonha e respeito ao cidadão brasileiro. 


Agora me pergunte sobre a reação da mídia ao saber que um criminoso, ladrão do dinheiro público, com provas em vídeo e testemunha em delação premiada, condenado em primeira instância e preste a ter a mesma condenação confirmada em segunda instância, pode ser candidato como se fosse um homem de bem que não devesse nada a justiça?

Simplesmente silenciou como faz com todos os casos de corrupção que não tenham ligações com o PT. Por esse raciocínio sinuoso só quem é corrupto é o PT. 

Observe e esteja convencido de que se no lugar de José Roberto Arruda fosse um petista, não importa qual, nas mesmíssimas condições, dependendo de uma decisão judicial para continuar candidato com chances de disputar uma eleição majoritária para governador, pesando sobre seus ombros uma condenação judicial de primeira instância em vias de ser confirmada em segunda instância, ainda mais quando isso eliminaria qualquer possibilidade de uma candidatura uma vez que a confirmação em segunda instância de uma condenação judicial se dá com base numa decisão colegiada, forçosamente trazendo impedimento que tornaria tal pessoa inelegível, ao invés de Arruda, fosse um petista nessas condições, repito, esse juiz não teria culhão para tomar a decisão que tomou em favor de Arruda. 

A mídia direcionaria toda sua pesada artilharia e holofotes para figura do juiz e fosse um com rabo preso, envolvido em algum tipo de conchavo ou maracutaia, seria chantageado e ameaçado de ter seus podres revelados mediante uma campanha de assassinato de reputação nos grandes meios de comunicação para impedir que se levasse adiante qualquer decisão ainda que em caráter liminar que beneficiasse um candidato que fosse um petista no lugar de José Roberto Arruda.

Fica assim escancarado que esse negócio de que poderoso vai em cana é conversa pra boi dormir. Nunca um poderoso nesse país foi em cana e se foi por lá permaneceu menos tempo do que deveria. Chamar José Dirceu, Genoíno, Delúbio e JPC de poderosos é um escárnio. 

Agora um bandido como Arruda pode concorrer ao governo do Distrito Federal. Não há nenhum problema, se for um bandido de direita. Se for um bandido de esquerda, não pode, e se tiver ligações com o PT, pior. E o juiz parecia saber disso, tanto que nem se preocupou em tomar tal decisão já antevendo que não haveriam maiores reações na velha mídia e de fato não houveram o que causa espécie, diante do clamor que se forma em nome de um pretenso moralismo que depuraria a política da roubalheira desenfreada, praticada por gente como José Roberto Arruda, que teima em voltar feito fantasma para nos apavorar. 

Fica assim combinado: os bandidos de orientação ideológica ligada ao campo da direita, têm salvo conduto dado por todas as instituições da República para roubar. Roubem que nada vai lhes acontecer. Entretanto, se estiverem ligados ao espectro ideológico de esquerda, irão pra Papuda. E fim de papo.
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Ministro do STJ suspende julgamento que poderia tornar Arruda inelegível
SEVERINO MOTTA
DE BRASÍLIA

O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Napoleão Nunes Maia Filho determinou a suspensão de um julgamento que aconteceria nesta quarta-feira (25) e poderia tornar José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, inelegível.
Candidato ao governo pelo PR, Arruda –que foi preso nos desdobramentos da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal– só sofreu condenações na Justiça de primeira instância, o que não o torna inelegível de acordo com as regras da Ficha Limpa.
O julgamento suspenso iria ocorrer no TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), para avaliar recurso apresentado por Arruda contra uma condenação por improbidade administrativa no esquema conhecido como "mensalão do DEM". Se a condenação fosse mantida pelo órgão colegiado, ele ficaria inelegível. A decisão agora depende do resultado de outra ação, sobre a imparcialidade do juiz do caso.

Alan Marques - 6.mai.10/Folhapress



Ex-governador do DF, José Roberto Arruda foi condenado em primeira instância pelo 'mensalão do DEM'
No pedido feito ao STJ, a defesa do ex-governador alega a condenação em primeira instância, decidida pelo juiz Álvaro Ciarlini, não é válida.
A defesa argumentou que Ciarlini foi tido como suspeito para atuar no caso quando o STJ analisava um pedido de suspeição apresentado por outro envolvido na Caixa de Pandora –Leonardo Prudente, pelo ex-presidente da Câmara do DF.
Como Ciarlini é o responsável por todas as ações relativas à Caixa de Pandora, os advogados de Arruda alegam que a suspeição também deve valer para seu cliente.
O pedido de suspeição contra Ciarlini ainda não teve seu julgamento definitivo e, por isso, o ministro Nunes Maia entendeu que o TJDFT só poderá analisar o caso de Arruda quando concluir se o juiz está ou não impedido de atuar no caso.
Com o julgamento suspenso, Arruda deverá conseguir registrar sua candidatura ao governo do DF. O prazo para o registro encerra-se no dia 5 de julho.
Se for condenado após registrar sua participação nas eleições, o Ministério Público poderá recorrer da candidatura de Arruda, mas não é certo que ela seja impugnada, uma vez que não há jurisprudência na Justiça Eleitoral sobre a derrubada de candidatos que só foram condenados após se inscreverem formalmente no pleito.
'MENSALÃO DO DEM'
O caso 'mensalão do DEM', foi revelado pela operação Caixa de Pandora. A Polícia Federal apurou a compra de apoio político na Câmara Legislativa do Distrito Federal quando Arruda era governador pelo DEM. A mesma sentença também cita a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) e seu marido, Manoel Neto. Durval Barbosa foi apontado como o operador financeiro do esquema de distribuição de propina.
Os quatro foram condenados por improbidade administrativa, na 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, e sentenciados a pagar R$ 1,1 milhão de multa, entre ressarcimento e danos morais.
OUTRAS CONDENAÇÕES
Arruda também foi condenado por improbidade administrativa em outra ação, por causa de um jogo amistoso entre Brasil e Portugal em 2008.
A decisão do juiz Lizandro Gomes Filho, da 1ª Vara de Fazenda Pública do DF, foi favorável a um pedido apresentado pelo Ministério Público do DF, que apurou irregularidades no jogo de reinauguração do estádio Valmir Bezerra Campelo, conhecido como Bezerrão.
O amistoso entre as seleções do Brasil e de Portugal, em 19 de novembro de 2008, custou R$ 9 milhões aos cofres do governo local e não houve licitação. De acordo com as investigações, a autorização da liberação do dinheiro foi dada por Arruda.
Ministro do STJ suspende julgamento que poderia tornar Arruda inelegível


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quarta-feira, 14 de maio de 2014

INN - PESQUISA IBOPE - DILMA VENCE EM QUALQUER CENÁRIO - ADEUS PATÉTICOS !

 
Via Facebook
  Carlos Diversidadepb Católica 14 de maio de 2014 20:24
Eleições 2014, Pesquisa Ibope
20.março.2014 18:00:45

Ibope mostra estabilidade e Dilma mantém expectativa de vitória no 1º turno

Na primeira pesquisa feita pelo instituto em 2014, presidente obtém até 43% das intenções de voto; Aécio e Campos registram 15% e 7%

Daniel Bramatti e José Roberto de Toledo

A primeira pesquisa Ibope deste ano sobre a corrida presidencial revela um quadro de estabilidade: Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, tem 43% das intenções de voto, o mesmo índice que foi registrado em novembro de 2013, data do levantamento anterior. O tucano Aécio Neves oscilou um ponto porcentual para cima, de 14% para 15%, e Eduardo Campos (PSB) se manteve com 7%.

Em outro cenário analisado pelo Ibope, em que os nomes de cinco “nanicos” são incluídos na lista apresentada aos entrevistados, Dilma, Aécio e Campos aparecem, respectivamente, com 40%, 13% e 6%. Somados, os demais candidatos ficam com 4%. Ou seja, mesmo assim, a representante do PT tem mais eleitores que a soma dos adversários (40% a 23%) – condição necessária para vencer no primeiro turno.

Em um eventual segundo turno, Dilma também seria vitoriosa. Contra Aécio, sua vantagem seria de 27 pontos porcentuais (47% a 20%). Em uma disputa direta com Campos, a distância chegaria a 31 pontos (47% a 16%).

Apesar do favoritismo da candidata do governo, a maioria (64%) do eleitorado afirma esperar que o próximo presidente “mude totalmente” ou “muita coisa” na próxima gestão.

Apenas 32% esperam continuidade “total” ou de “muita coisa”.

O Ibope perguntou somente aos entrevistados que desejam mudanças se estas devem ser promovidas com Dilma ou com outra pessoa na Presidência. Nesse caso, a presidente tem apoio de apenas 27%. Outros 63% afirmam que querem mudar o País com outro governante.

Quando todo o universo de entrevistados é consultado, o resultado é diferente. Diante da pergunta “quem tem mais condições de promover as mudanças de que o País ainda necessita?”, Dilma aparece com 41%, com larga vantagem sobre Aécio (14%) e Campos (6%).

O Ibope também testou cenários em que Marina Silva é listada como candidata, no lugar de Eduardo Campos – apesar da possibilidade remota de que a chapa do PSB seja alterada até a eleição. Em uma eventual disputa entre Dilma, Aécio e Marina, as intenções de voto são de 41%, 14% e 12%, respectivamente. Marina vem perdendo terreno nas simulações desde outubro, época em que era a preferida de 21% do eleitorado.

Em um eventual segundo turno entre a atual presidente e a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-candidata a presidente pelo PV, Dilma venceria por 45% a 21%.

O Ibope ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. As entrevistas foram realizadas entre os dias 13 e 17 de março. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 31/2014.

O nível de confiança utilizado para calcular o tamanho da amostra e a margem de erro é de 95%. A pesquisa foi feita por iniciativa do próprio Ibope – o instituto aparece como contratante na documentação entregue à Justiça Eleitoral.

terça-feira, 13 de maio de 2014

INN - Via Justiceira de Esquerda - Paulo Moreira Leite: PRÓXIMA VÍTIMA DE BARBOSA PODE SER VOCÊ


Segundo o colunista da Istoé Paulo Moreira Leite, ao revogar uma jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça em vigor desde 1999, quatro anos antes dele próprio ser nomeado para uma cadeira no STF, Joaquim Barbosa criou uma situação nova, que atinge todos nós: “Confirmou a disposição de administrar a Justiça brasileira com métodos de ditador”
13 DE MAIO DE 2014 
247 – O colunista da Istoé Paulo Moreira Leite alerta a população sobre o impacto da decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, de revogar o direito de trabalho externo de Delubio Soares, condenado na AP 470. Leia:
Você pode duvidar mas o retorno de Delúbio Soares a Papuda representa uma ameaça aos direitos de toda sociedade
O retorno de Delúbio Soares a Papuda, sem direito ao trabalho externo, não permite qualquer dúvida. Depois do retorno provável de outros condenados, o próximo da lista é você. 
Ao revogar uma jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça em vigor desde 1999, quatro anos antes dele próprio ser nomeado para uma cadeira no STF, Joaquim Barbosa criou uma situação nova, que atinge todos nós. Confirmou a disposição de administrar a Justiça brasileira com métodos de ditador. 
Ninguém com mais de 21 anos de idade, vacinado, em pleno gozo de suas faculdades mentais, tem o direito de imaginar que se trata de um caso isolado, limitado a duas dezenas e meia de pessoas. 
Estamos falando da Justiça sob encomenda, aquela que se pratica para atingir um alvo político, adaptando todos os meios disponíveis para chegar aos objetivos necessários. Você pode chamar isso de "maior julgamento da história." Pode dizer que vai "eliminar a impunidade." Ou pode dizer que é preciso "dar exemplo."
Você pode ter a opinião que quiser sobre os condenados da AP 470. Pode achar que são os maiores criminosos de todos os tempos. Pode achar que são inocentes até que se prove o contrário -- e isso não se provou no julgamento.
Mas precisa compreender que atos de truculencia mais dura, gestos arbitrários, medidas que nada tem a ver com a Justiça, são uma ameaça aos direitos da sociedade inteira -- mesmo que o atingido, em determinado momento, seja uma única pessoa. 
Não se imagina que Joaquim Barbosa pretenda levar de volta para a cadeia aqueles 100 000 prisioneiros que estão na mesma situação, no país inteiro. Seria impraticável e desnecessário. O alvo é seletivo, bem definido e tragicamente previsível. 
Dois anos depois do julgamento, em 2012, quando se disputava a eleição municipal, no ano de eleições presidenciais de 2014, teremos o circo destinado a caçar – no laço da truculência -- prisioneiros ligados ao PT.
Mais uma vez.
Joaquim Barbosa é um homem mau, como disse o professor Celso Bandeira de Mello, mas sua maldade não é delirante, nem fora de controle. É calculada, planejada e medida. Sabe aonde quer chegar e age com senso de estratégia.
Esquece os réus do mensalão PSDB-MG que nem foram levados a julgamento, embora a denúncia seja mais antiga. Esquece o DEM. Todos, no PSDB e no DEM, tiveram direito ao desmembramento, ao segundo grau de jurisdição. Nenhum será submetido a teoria do domínio do fato. Nenhum terá a pena agravada artificialmente.
Esquece o ex-ministro tucano Pimenta da Veiga, que recebeu 300 000 reais na conta, meses depois de deixar o ministério, em 2003, e sequer foi denunciado até agora. Esquece Eduardo Azeredo, que conseguiu, pela renúncia, ser levado para a primeira instância – José Dirceu, Delúbio Soares, 90% dos condenados da AP 470, não tinham sequer um mandato para renunciar. Mas foram julgados pelo STF, que não possui competência original para tanto, e agora não têm onde cobrar o direito universal a revisão completa do julgamento, como os demais terão caso venham a ser considerados culpados.
E se você ainda pensa assim, “bem-feito, quem mandou ser mensaleiro?!” é bom começar a ler um pouco sobre as tragédias políticas para entender como elas ocorrem. 
O enredo das ditaduras sempre encontra personagens obscuros, reais ou construídos pelos meios de comunicação de cada época, que, culpados ou não por episódios difíceis de compreender, servem como uma luva para a consolidação de um poder acima da sociedade.
Até o incendio do Reichstag, que ajudou a fortalecer o nazismo, foi um caso difícil de compreender, lembra?
A Revolução Francesa transformou-se numa ditadura e, mais tarde, num império, pela prisão de seus heróis mais populares.
Um dos primeiros a ir para guilhotina foi Danton, acusado de corrupção e julgado sumariamente. Um dos últimos foi Robespierre, que era chamado o incorruptível. No fim da linha, o morticínio pela guilhotina foi tão grande que até o crescimento demográfico do país foi atingido.
O vitorioso foi um general, Napoleão, mais tarde coroado imperador, com cetro, coroa e manto, titular de um regime onde os direitos democráticos recém-criados foram esfacelados e até o direito do povo escolher seus representantes foi dificultado.
Se você acha que a França do final século XVIII não tem nada a ver com o Brasil de 2014, assista a entrevista a Roberto DÁvilla onde Joaquim Barbosa afirma sua admiração por Napoleão Bonaparte. 
Está lá, em vídeo, na internet. Ninguém tem o direito de dizer que não foi avisado.
Como sempre acontece, uma ditadura -- judicial ou não -- só pode consolidar-se num ambiente de covardia institucional. 
Sem o silêncio e sem gestos amigos, cúmplices, de quem deveria fazer a democracia funcionar, uma ditadura não consegue se constituir.
Veja o que acontecia em 64, sob o regime militar.
A tortura precisava da cumplicidade de médicos que, de plantão na caserna, examinavam prisioneiros e procuravam orientar, cientificamente, o trabalho dos carrascos. Tentavam prever, macabramente, até onde o sofrimento poderia avançar. Mais tarde, quando o serviço estava terminado, apareciam legistas para assinar atestados de óbito de acordo com a versão conveniente. 
No cotidiano, a sociedade daquele tempo precisava ser alimentada por mentiras em letras de forma. Não faltavam jornais nem jornalistas capazes de publicar notinhas onde a morte de militantes pela tortura era descrita como atropelamento e suicídio.
Também não faltavam aqueles repórteres que, alimentados pelos órgãos de informação, produziam textos que contribuiam para o endurescimento político, a ampliação do sofrimento de quem não podia defender. Nasceu, então, o repórter Amoral Neto, lembra? 
Símbolo da tortura, o delegado Sergio Fleury era glorificado.
Não faltaram, na construção do regime, políticos capazes de aprovar, em Brasília, a vacância da presidencia da República para dar posse aos generais – embora o presidente constitucional, João Goulart, não tivesse deixado o país. Como era preciso legalizar o golpe, o STF deu aval a decisão do Congresso.
Atualize os personagens acima, substitua nomes, endereços. Lembre que vivemos, obviamente, sob outro regime político, de liberade, democracia. Aí comprove, você mesmo, como os papéis e as situações começam repetir-se, caso a caso.
A medicina subordinou-se a política, no caso de José Genoíno. Não vamos julgar o valor científico de tantos laudos medicos diferentes e contraditórios. Vamos admitir o óbvio: Genoíno jamais teria sido examinado e reexaminado tantas vezes se não houvesse o interesse exclusivo de justificar seu retorno a prisão de qualquer maneira.
A oposição a Jango, em 1964, chegou a acreditar que a ditadura seria de curta duração. Só não gosta de admitir a razão de ter cultivado uma crença tão pouco crível. Simples. Queria que o regime militar durasse o tempo necessário para o extermínio político de adversários que não poderiam ser vencidos nas urnas. Imaginava que depois receberia o Planalto numa bandeja. Não foi enganada, como gosta de sugerir. Enganou-se.
Quanto aos jornais, a dúvida é saber qual será o próximo a pedir desculpas pelo papel que desempenhado em 64. Quando começarão a reavaliar o que fizeram na AP 470? 
A covardia institucional de hoje repete o comportamento de meio século. O fundamento é o mesmo.
Quem não pode derrotar o PT nem aquilo que ele representa – confesso que muitas vezes é difícil saber o que realmente importa hoje – espera que medidas de ditadura ajudem no serviço que eles próprios não conseguem realizar nas urnas. Essa é a razão fundamental do silêncio.
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HOJE É DIA DE QUE ?

Leia mais: Hoje é dia de que? • A arte da vida. Apon HP http://www.aponarte.com.br/p/hoje-e-dia-de-que-e-amanha_09.html#ixzz1wksZSqx1 Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

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